quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Futebol de várzea é tema do “Encontro Estéticas das Periferias” no Museu do Futebol

Redação em 

A origem e essência do futebol-arte. O terrão, a várzea, os campinhos que revelam os protagonistas do esporte mais popular do mundo são tema do “Encontro Estéticas das Periferias – Arte e Cultura nas Bordas da Metrópole”, que acontece neste sábado no Museu do Futebol, das 9h30 às 17h, com entrada Catraca Livre.
Dentro da programação, produções audiovisuais feitas por moradores da cidade de São Paulo, com foco principalmente no Futebol de Várzea e na Copa do Mundo de 2014. O dia também contará com a exposição de camisas de times de várzea, trazidas pelos próprios participantes, e um totem multimídia com exibição de fotos.
Programação terá exibição de filmes, debate, exposição de camisas e fotografias
Nas telas do cinema
Além da exibição de curtas, o encontro contará com um debate, que terá como tema o “Futebol e Periferia, entre a alienação e a identidade cultural”. Participam do bate-papo o poeta e cineasta Akins Kintê; o jogador dos Autônomos FC Matusa; e um dos fundadores da Cooperifa e fotógrafo de Várzea, Marco Pezão. A mediação fica por conta do diretor da Bola & Arte, Carlos Carlos.
A programação do Museu do Futebol faz parte de um evento que oferecerá mais de 150 atrações a 43 espaços culturais da capital paulista, 40 deles em regiões periféricas. Entre os espaços que receberão shows, debates, mostras e exposições, estão 17 Centros Educacionais Unificados (CEUs), oito Fábricas de Cultura, quatro centros culturais, cinco bibliotecas municipais, 15 ônibus-bibliotecas, além de SESC Belenzinho e Auditório do Ibirapuera.
Programação
9h30 – 10h: Abertura para exposição de Camisas de Várzea e Fotografia
10h – 11h30: Fala de abertura e sessão dos Curtas de Várzea
Contos da Várzea (Doc)
Direção: Diego Viñas, 23`- SP
Sinopse: “Contos da várzea” vai além das quatro linhas do terrão. Retrata o casamento perfeito da várzea, que busca seu espaço dentro da metrópole, e da periferia, que busca um refúgio para o lazer. Varzeanos e acadêmicos garantem este debate.
Eu sou a bola desse jogo (Fic)
Direção: Bruno César Lopes, 4’- SP
Sinopse: Vídeo experimental que coloca os cidadãos comuns, como a bola do jogo, ou seja, o principal alvo dos problemas da sociedade. A bola aqui é representada por uma mulher, que aos poucos vai mostrando suas crises e angústias.
À caminho da copa
Direção: Carolina Caffe e Florence Rodrigues, 26`- SP/RJ
Sinopse: O documentário “A Caminho da Copa”, desenvolvido pelo Ponto de Mídia Livre Pólis Digital, aborda a diversidade de opiniões a respeito dos impactos, positivos e negativos, da preparação dos megaeventos no cotidiano das principais cidades brasileiras. Raquel Rolnik, Carlos Vainer, Juca Kfouri, Toni Sando, Vicente Cândido e moradores de São Paulo e Rio de Janeiro atingidos por obras urbanas ligadas aos eventos da Copa do Mundo e Olimpíadas são entrevistados no filme.
O muro (Fic)
Direção: Diego Florentino, 6’- PR
Sinopse: A bola de um garoto novo em um bairro cai no quintal vizinho. Na tentativa de resgatar o brinquedo, duela com o desconhecido.
Fome de bola (Doc)
Direção: Isaac Chueke, 20`- PE
Sinopse: Na quarta divisão do Campeonato Pernambucano um jogo leva milhares de torcedores ao campo, Santa Cruz e Sport Recife são o mote de torcedores fanáticos.
11h30 – 13h30: Visita mediada com os educadores do Museu do Futebol
14h30 – 15h30: Continuação das Sessões Curtas de Várzea
Futi mídia S\A (Doc)
Direção: CarlosCarlos, 40`- SP
Sinopse: O doc analisa os caminhos do mundo do Futebol e da Mídia na era corporativa. Ouvimos as opiniões de vários jornalistas renomados, sobre diversos assuntos, entre eles: Futebol – negócio ou paixão??
Várzea: A bola rolada na beira do coração (Doc)
Direção: Akins Kintê, 38`- SP
Sinopse: Antes que os campos de terra sejam todos engolidos pelo crescimento desenfreado desta grande metrópole. Este documentário vai de quebrada em quebrada dar voz a velha guarda do Futebol de Várzea, as chamadas “lendas vivas”.
15h30 – 17h00
Mesa de Debate “Futebol e Periferia, entre a alienação e a identidade cultural”. Participam dobate-papo o poeta e cineasta Akins Kintê; o jogador dos Autônomos FC Matusa; e um dos fundadores da Cooperifa e fotógrafo de Várzea, Marco Pezão. A mediação fica por conta do diretor da Bola & Arte, Carlos Carlos.

Futebol de várzea é tema do “Encontro Estéticas das Periferias” no Museu do Futebol

Redação em 

A origem e essência do futebol-arte. O terrão, a várzea, os campinhos que revelam os protagonistas do esporte mais popular do mundo são tema do “Encontro Estéticas das Periferias – Arte e Cultura nas Bordas da Metrópole”, que acontece neste sábado no Museu do Futebol, das 9h30 às 17h, com entrada Catraca Livre.
Dentro da programação, produções audiovisuais feitas por moradores da cidade de São Paulo, com foco principalmente no Futebol de Várzea e na Copa do Mundo de 2014. O dia também contará com a exposição de camisas de times de várzea, trazidas pelos próprios participantes, e um totem multimídia com exibição de fotos.
Programação terá exibição de filmes, debate, exposição de camisas e fotografias
Nas telas do cinema
Além da exibição de curtas, o encontro contará com um debate, que terá como tema o “Futebol e Periferia, entre a alienação e a identidade cultural”. Participam do bate-papo o poeta e cineasta Akins Kintê; o jogador dos Autônomos FC Matusa; e um dos fundadores da Cooperifa e fotógrafo de Várzea, Marco Pezão. A mediação fica por conta do diretor da Bola & Arte, Carlos Carlos.
A programação do Museu do Futebol faz parte de um evento que oferecerá mais de 150 atrações a 43 espaços culturais da capital paulista, 40 deles em regiões periféricas. Entre os espaços que receberão shows, debates, mostras e exposições, estão 17 Centros Educacionais Unificados (CEUs), oito Fábricas de Cultura, quatro centros culturais, cinco bibliotecas municipais, 15 ônibus-bibliotecas, além de SESC Belenzinho e Auditório do Ibirapuera.
Programação
9h30 – 10h: Abertura para exposição de Camisas de Várzea e Fotografia
10h – 11h30: Fala de abertura e sessão dos Curtas de Várzea
Contos da Várzea (Doc)
Direção: Diego Viñas, 23`- SP
Sinopse: “Contos da várzea” vai além das quatro linhas do terrão. Retrata o casamento perfeito da várzea, que busca seu espaço dentro da metrópole, e da periferia, que busca um refúgio para o lazer. Varzeanos e acadêmicos garantem este debate.
Eu sou a bola desse jogo (Fic)
Direção: Bruno César Lopes, 4’- SP
Sinopse: Vídeo experimental que coloca os cidadãos comuns, como a bola do jogo, ou seja, o principal alvo dos problemas da sociedade. A bola aqui é representada por uma mulher, que aos poucos vai mostrando suas crises e angústias.
À caminho da copa
Direção: Carolina Caffe e Florence Rodrigues, 26`- SP/RJ
Sinopse: O documentário “A Caminho da Copa”, desenvolvido pelo Ponto de Mídia Livre Pólis Digital, aborda a diversidade de opiniões a respeito dos impactos, positivos e negativos, da preparação dos megaeventos no cotidiano das principais cidades brasileiras. Raquel Rolnik, Carlos Vainer, Juca Kfouri, Toni Sando, Vicente Cândido e moradores de São Paulo e Rio de Janeiro atingidos por obras urbanas ligadas aos eventos da Copa do Mundo e Olimpíadas são entrevistados no filme.
O muro (Fic)
Direção: Diego Florentino, 6’- PR
Sinopse: A bola de um garoto novo em um bairro cai no quintal vizinho. Na tentativa de resgatar o brinquedo, duela com o desconhecido.
Fome de bola (Doc)
Direção: Isaac Chueke, 20`- PE
Sinopse: Na quarta divisão do Campeonato Pernambucano um jogo leva milhares de torcedores ao campo, Santa Cruz e Sport Recife são o mote de torcedores fanáticos.
11h30 – 13h30: Visita mediada com os educadores do Museu do Futebol
14h30 – 15h30: Continuação das Sessões Curtas de Várzea
Futi mídia S\A (Doc)
Direção: CarlosCarlos, 40`- SP
Sinopse: O doc analisa os caminhos do mundo do Futebol e da Mídia na era corporativa. Ouvimos as opiniões de vários jornalistas renomados, sobre diversos assuntos, entre eles: Futebol – negócio ou paixão??
Várzea: A bola rolada na beira do coração (Doc)
Direção: Akins Kintê, 38`- SP
Sinopse: Antes que os campos de terra sejam todos engolidos pelo crescimento desenfreado desta grande metrópole. Este documentário vai de quebrada em quebrada dar voz a velha guarda do Futebol de Várzea, as chamadas “lendas vivas”.
15h30 – 17h00
Mesa de Debate “Futebol e Periferia, entre a alienação e a identidade cultural”. Participam dobate-papo o poeta e cineasta Akins Kintê; o jogador dos Autônomos FC Matusa; e um dos fundadores da Cooperifa e fotógrafo de Várzea, Marco Pezão. A mediação fica por conta do diretor da Bola & Arte, Carlos Carlos.

Perigo a vista!


Bancada pela prefeitura, grama sintética ganha espaço do terrão no futebol de várzea

Bruno Doro
Do UOL, em São Paulo
  • Bruno Doro/UOL Esporte
    CDC Dorotéia, na Zona Sul de São Paulo, é um dos campos que recebeu grama artificial
    CDC Dorotéia, na Zona Sul de São Paulo, é um dos campos que recebeu grama artificial
Futebol de várzea é sinônimo de terrão. Mas em São Paulo, essa realidade está mudando. Com um movimento liderado pelo poder público, cada vez mais campos de terra batida estão ganhando grama sintética. Um exemplo dessa escalada é a Copa Kaiser, principal torneio de futebol amador de São Paulo. A competição, que envolve 384 times em duas divisões, usa 30 campos da cidade durante cerca de oito meses. Desses, 20% são de grama sintética e o número ainda pode aumentar.

LEIA MAIS SOBRE A COPA KAISER

"Nosso campo ainda é terrão, mas isso vai mudar. Estamos esperando a prefeitura aprovar a verba para colocar a grama sintética. Com isso, o nível dos jogos melhora muito", diz Francisco Prince Riveiro, o Kiko, presidente do Ajax de Vila Rica, um dos times mais populares da Copa Kaiser.
O movimento é liderado pela prefeitura de São Paulo. Segundo a Secretaria Municipal de Esportes, 36 campos já ganharam grama artificial na cidade nos últimos meses. Para isso, transformam as instalações em Clubes da Comunidade, que passam a ser geridos por três entidades diferentes – 33 dos 36 gramados sintéticos usam esse formato. O CDC Cecília Meireles, na Vila Maria, por exemplo, é administrado pela Escola de Samba Unidos da Vila Maria, G.E. Lagoinha e Magnólia. Além das partidas de times amadores realizadas no local, também é feito trabalho social, com aulas de futebol para a comunidade da região.
O mesmo acontece no CDC Parque Dorotéia, na divisa entre São Paulo e Diadema. É lá que o Pioneer, da Vila Guacuri, manda seus jogos e administra um projeto social. Há 12 anos, reúnem as crianças do bairro para ensinar o esporte. "Esse é o trabalho mais importante que fazemos. O bairro não é fácil, para perder um menino para a violência, para o trafica, é fácil. Com as escolinhas, conseguimos manter o menino na linha", conta Sérgio Eduardo, presidente do time.
Os benefícios da grama sintética são sentidos principalmente na periferia. Como no caso do Pioneer, na maioria dos campos, a reforma aproxima equipamentos públicos de lazer com a comunidade. O CDC Dorotéia, por exemplo, foi construído entre uma creche e uma escola. Para os jogadores, as chances de lesão por buracos no campo diminuem.
Em campo, o fenômeno da grama sintética é visto com bons olhos. "As partidas ficam mais rápidas, o futebol mais bonito. Quem sabe tocar na bola, não se atrapalha com buracos e morrinhos, como na terra. Mas é claro que muita gente ainda se identifica com o terrão", analisa Sebastião Lucas de Almeida, o Tião, técnico do atual campeão da Copa Kaiser, Classe A.
A facilidade com que a bola rola, porém, também pode ser ruim para os atletas. "É claro que o jogo fica mais bonito, você passa mais fácil, mata qualquer bola. Mas quem começa a jogar na grama sintética pode perder um pouco do poder de improviso que jogar em um campo ruim exige. Na terra, a bola quica e você não sabe para onde ela vai, fica mais difícil de fazer a matada. Quem está acostumado com isso, tira de letra quando chega no sintético. Quem só joga em grama artificial, quando vai para o terrão não segura uma bola", alerta Vagnão, lateral-direito do Pioneer.

Profissionalismo no futebol e assim também na Várzea,infelizmente!

Andrés repete estratégia que implodiu Clube dos 13 e ataca Conmebol
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Guilherme Costa e Vanderlei Lima
Do UOL, em São Paulo
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Encontro entre Romário, Maradona e Andrés14 fotos

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04.set.2013 - Ex-jogador argentino Diego Maradona discursa durante evento promovido pelo ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez em São Paulo. Maradona criticou os dirigentes da Conmebol e da Federação Argentina Leia mais Danilo Verpa/Folhapress

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Em abril de 2010, Fábio Koff foi reeleito para presidir o Clube dos 13, entidade que representava interesses comerciais dos times de futebol do Brasil. Meses depois, um movimento que teve participação ativa de Andrés Sanchez implodiu a instituição e mudou radicalmente a negociação de direitos de mídia no país. Três anos depois, o ex-mandatário do Corinthians articula um movimento similar e pode subverter as regras para tentar ganhar poder.
Sanchez é peça central de um encontro realizado em São Paulo na última quarta-feira. A reunião teve 20 representantes de clubes, dez ex-jogadores e três sindicatos nacionais de atletas, e o principal motivo foi discutir mudanças na gestão da Conmebol, entidade que gerencia o futebol na América do Sul.
O ataque à Conmebol pode ser considerada a primeira peça de campanha de Sanchez, que deixou a diretoria de seleções da CBF em dezembro do ano passado e desde então vinha se concentrando na construção do novo estádio do Corinthians. A dúvida é: campanha para quê?
Oficialmente, Sanchez é opositor da atual gestão da CBF. O mandato do presidente José Maria Marin termina em abril de 2014, e ele deve indicar Marco Polo del Nero, vice da entidade e mandatário da FPF (Federação Paulista de Futebol).
No jogo político, a dupla Marin-Del Nero já conseguiu apoio da maioria das federações estaduais de futebol. Os dois foram beneficiados pela rejeição sofrida por Andrés Sanchez nessas entidades, que são as responsáveis por eleger o presidente da CBF.
Sanchez já disse repetidas vezes que não será candidato à presidência da CBF. No entanto, assim como aconteceu no Clube dos 13, ele pode trabalhar por um nome de oposição.
O escolhido em 2010 foi Kléber Leite, que já havia presidido o Flamengo. Mesmo com apoio da CBF, ele teve apenas oito votos e perdeu para Fábio Koff, que recebeu 12 e foi reeleito. Sanchez foi um dos principais cabos-eleitorais do candidato derrotado.
A derrota de Leite para Koff deflagrou um processo de implosão do Clube dos 13. Clubes abandonaram o modelo de negociação coletiva de direitos de mídia, principal razão de ser da entidade, e passaram a conversar individualmente com as emissoras interessadas. Em abril de 2011, quando assinou com o Atlético-MG, a Globo já tinha negociações concluídas com 18 equipes.
O processo de individualização da negociação de mídia foi capitaneado por Andrés Sanchez, que na época presidia o Corinthians. Isso foi o cerne da dissolução do Clube dos 13.
O cenário da última quarta-feira lembrou muito o que aconteceu em 2010. A começar pela valorização das equipes em detrimento das federações. "O futebol é baseado em três pilares, que são os clubes, os jogadores e os torcedores", teorizou Sanchez.
"Chega um momento em que os clubes precisam passar por cima das federações. Estou no clube há muito tempo e coloco dinheiro do meu bolso no clube. Não aceito pessoas que façam o contrário e tirem dinheiro do futebol", declarou Eduardo Ache, presidente do Nacional de Montevidéu.
O ataque à Conmebol reflete um momento de fragilidade da entidade. O paraguaio Nicolás Leóz, cujo mandato iria até 2015, renunciou neste ano. A justificativa oficial é que ele teve problemas de saúde. O uruguaio Eugenio Figueredo assumiu a presidência da instituição.
O que aproxima as histórias do Clube dos 13 e da Conmebol é que Andrés Sanchez, enfraquecido politicamente nos meios oficiais, resolveu recorrer mais uma vez a meios diferentes. No entanto, ele fez a primeira campanha com apoio da CBF e da Globo – a emissora ainda não se posicionou sobre o novo movimento.
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Romário184 fotos

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04.set.2013 - Deputado Romário (e) discursa e é ouvido pelo diretor do Corinthians Roberto de Andrade (c) e pelo ex-jogador argentino Diego Maradona durante encontro promovido por Andrés Sanchez no Parque São Jorge Danilo Verpa/Folhapre